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COMUNICADO: Astransp busca sensibilizar categoria sobre acordo salarial

A Astransp vem a público informar que, apesar das solicitações do Sindicato dos Rodoviários de urgência para consolidar o acordo salarial deste ano, já está honrando o compromisso firmado com a categoria, concedendo novo reajuste nos salários. Desde o dia 1º de maio, os funcionários do sistema já contabilizam nos vencimentos a aplicação do INPC acumulado no período, da ordem de 7.13%. Além disso, foi garantida a data-base da categoria, que é fevereiro. Mas para ir além desta prévia, as empresas não vislumbram grandes perspectivas de avanço, pois têm acumulando uma defasagem histórica entre despesas e receitas, agravada nos últimos anos.

A Astransp já vem expondo as diversas causas do grande prejuízo imposto às empresas operadoras do transporte urbano há anos, mas diante do período de negociação salarial espera sensibilizar a categoria profissional, visando à sobrevivência do sistema e a manutenção do serviço prestado dentro de níveis adequados. Além dos ganhos reais de salariais já praticados nos últimos anos (mesmo enquanto a tarifa esteve congelada), o segundo maior impacto no equilíbrio financeiro das empresas está nos sucessivos aumentos dos combustíveis. O preço do diesel considerado para o cálculo da tarifa atual foi o de março de 2014. Valor que já acumula nova defasagem, da ordem de 13,96%, seguindo dados oficiais da ANP. Mas, na prática, ele é muito maior, pois não considera o preço médio real e acréscimo de frete.

O considerável impacto das despesas administrativas é outro ponto relevante para a operação do sistema. Destacam-se, neste aspecto, valores crescentes de taxas e seguros, além de recentes acréscimos no custo operacional quanto ao incremento de linhas e horários feitos após o último cálculo tarifário. A Astransp reivindica, ainda, que para a próxima discussão da planilha do transporte passem a ser consideradas despesas que nunca tiveram contrapartida no cálculo da tarifa, como a responsabilidade com os custos do Sistema Apoio (14 kombis para transporte gratuito, porta a porta, de pessoas com dificuldade de locomoção), além de alguns impostos e outros gastos para controle e modernização do transporte, como aferição de tacógrafos, manutenção de câmeras de segurança, dos validadores da Bilhetagem Eletrônica e do sistema de GPS.

Outro enorme prejuízo para as associadas da Astransp, e que precisará de solução em breve, é o represamento da renovação de frota nos últimos três anos. Para garantir o que propõe a legislação, com a manutenção de carros com menos de dez anos de uso, em julho será necessária a troca de 84 novos ônibus, ao custo de, aproximadamente, R$ 25 milhões. Mas as empresas alertam que, dificilmente, isso será possível sem uma recomposição tarifária. Vale lembrar que o cálculo realizado, no ano passado - apurado em R$ 2,318, em abril de 2014 -, foi aplicado em apenas R$ 2,25 e só vigorou a partir de outubro de 2014, acumulando ainda mais perdas para o sistema.

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